Liberação de cigarros eletrônicos pode acontecer; saiba os riscos

Evelyn Guarnieri

Se antes o Brasil enfrentava um problema com o tabagismo, hoje a indústria se modernizou e os cigarros convencionais se transformaram em eletrônicos. Sob o nome de Vape ou Pod, o cigarro eletrônico se tornou viral entre os jovens, e o número de usuários só aumenta. De acordo com dados do IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), o número de usuários quadruplicou entre 2018 e 2022. O que antes era um grupo concentrado de 500 mil pessoas, agora ultrapassa 2,2 milhões de usuários.

Desde 2009, a ANVISA proíbe a venda e comercialização de cigarros eletrônicos, mas esse cenário pode mudar caso o Senado aprove uma nova regulamentação. A situação é tão crítica que a AMB (Associação Médica Brasileira) e outras 79 entidades assinaram uma carta contra a regulamentação dos cigarros eletrônicos.

Além das doenças já associadas ao tabaco, o surgimento dos vaporizadores trouxe uma nova preocupação: a Evali. Devido aos solventes e aditivos presentes no líquido dos cigarros eletrônicos, essas substâncias podem causar a Evali, uma lesão pulmonar induzida pelo uso do cigarro eletrônico, que pode levar à fibrose pulmonar, pneumonia e insuficiência respiratória.

A alta concentração de nicotina também aumenta as chances de desenvolver câncer. Outro grande problema é a propaganda velada que influenciadores digitais fazem nas redes sociais, atraindo cada vez mais jovens, muitos com idades entre 12 e 14 anos.

Segundo uma pesquisa do IBGE de 2019, 0,6% da população brasileira com mais de 15 anos utiliza regularmente cigarros eletrônicos, com um percentual mais elevado entre homens. Com o aumento do uso desses dispositivos entre pré-adolescentes, os especialistas alertam para os danos ao desenvolvimento cerebral. A liberação desses aparelhos para comercialização e venda seria um grande retrocesso nas campanhas de combate ao tabagismo no Brasil, que vêm obtendo sucesso há décadas.

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Se antes o Brasil enfrentava um problema com o tabagismo, hoje a indústria se modernizou e os cigarros convencionais se transformaram em eletrônicos. Sob o nome de Vape ou Pod, o cigarro eletrônico se tornou viral entre os jovens, e o número de usuários só aumenta. De acordo com dados do IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), o número de usuários quadruplicou entre 2018 e 2022. O que antes era um grupo concentrado de 500 mil pessoas, agora ultrapassa 2,2 milhões de usuários.

Desde 2009, a ANVISA proíbe a venda e comercialização de cigarros eletrônicos, mas esse cenário pode mudar caso o Senado aprove uma nova regulamentação. A situação é tão crítica que a AMB (Associação Médica Brasileira) e outras 79 entidades assinaram uma carta contra a regulamentação dos cigarros eletrônicos.

Além das doenças já associadas ao tabaco, o surgimento dos vaporizadores trouxe uma nova preocupação: a Evali. Devido aos solventes e aditivos presentes no líquido dos cigarros eletrônicos, essas substâncias podem causar a Evali, uma lesão pulmonar induzida pelo uso do cigarro eletrônico, que pode levar à fibrose pulmonar, pneumonia e insuficiência respiratória.

A alta concentração de nicotina também aumenta as chances de desenvolver câncer. Outro grande problema é a propaganda velada que influenciadores digitais fazem nas redes sociais, atraindo cada vez mais jovens, muitos com idades entre 12 e 14 anos.

Segundo uma pesquisa do IBGE de 2019, 0,6% da população brasileira com mais de 15 anos utiliza regularmente cigarros eletrônicos, com um percentual mais elevado entre homens. Com o aumento do uso desses dispositivos entre pré-adolescentes, os especialistas alertam para os danos ao desenvolvimento cerebral. A liberação desses aparelhos para comercialização e venda seria um grande retrocesso nas campanhas de combate ao tabagismo no Brasil, que vêm obtendo sucesso há décadas.

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