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Caso Joca: Gol suspende transporte de animais após incidente com Golden Retriever na aeronave

transporte aereo gol

A Polícia Civil de São Paulo iniciou um inquérito para investigar a morte do cão da raça Golden Retriever, Joca, durante o transporte aéreo realizado pela Gol. O animal, que deveria ser levado do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para o Aeroporto de Sinop, no Mato Grosso, acabou sendo embarcado para Fortaleza, distante mais de 2 mil quilômetros de seu destino original. O tutor de Joca, João Fantazzini, só foi informado do equívoco quando chegou ao Mato Grosso, resultando em sua decisão de retornar a Guarulhos para encontrar seu animal de estimação, que infelizmente já estava morto.

Em resposta ao ocorrido, a companhia aérea Gol anunciou a suspensão temporária do transporte de animais no porão das aeronaves, pelo período de 30 dias a partir desta quarta-feira (24), mantendo apenas a opção de transporte na cabine para os clientes.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, estabeleceu a criação de um grupo de trabalho para debater a forma como as companhias aéreas lidam com essa questão sensível.

Em discussão sobre o caso, Débora Freitas e Fernando Andrade entrevistaram Leandro Petraglia, advogado especialista em Direito Animal, para elucidar as regras e leis destinadas a proteger os animais durante viagens aéreas. O advogado explicou que, devido à delegação da ANAC às companhias aéreas para estabelecerem suas próprias regras, não há uniformidade quanto aos tipos de animais permitidos a bordo, com algumas empresas aceitando apenas cães e gatos, enquanto outras permitem uma variedade maior de espécies. Além disso, ressaltou-se a necessidade de revisão das normas das companhias, que muitas vezes são consideradas desproporcionais e irrazoáveis.

O caso de Joca não é o primeiro incidente envolvendo o transporte aéreo de animais no Brasil, como evidenciado pelo desaparecimento da cachorra Pandora em dezembro de 2021 durante um voo da Gol. Leandro Petraglia destacou que a companhia aérea deveria ter adotado procedimentos adequados para minimizar os riscos à segurança e bem-estar dos animais.

Quanto às possíveis sanções à Gol pelo caso de Joca, o advogado mencionou a possibilidade de a companhia ser responsabilizada por indenizar a família e enfrentar repercussões criminais, enfatizando o papel da ANAC na fiscalização e regulamentação do transporte aéreo de animais.

Internacionalmente, países como Colômbia, México, Panamá e Estados Unidos já adotam regulamentações mais claras sobre o transporte de animais, aumentando a segurança e proteção desses seres durante as viagens.

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A Polícia Civil de São Paulo iniciou um inquérito para investigar a morte do cão da raça Golden Retriever, Joca, durante o transporte aéreo realizado pela Gol. O animal, que deveria ser levado do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para o Aeroporto de Sinop, no Mato Grosso, acabou sendo embarcado para Fortaleza, distante mais de 2 mil quilômetros de seu destino original. O tutor de Joca, João Fantazzini, só foi informado do equívoco quando chegou ao Mato Grosso, resultando em sua decisão de retornar a Guarulhos para encontrar seu animal de estimação, que infelizmente já estava morto.

Em resposta ao ocorrido, a companhia aérea Gol anunciou a suspensão temporária do transporte de animais no porão das aeronaves, pelo período de 30 dias a partir desta quarta-feira (24), mantendo apenas a opção de transporte na cabine para os clientes.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, estabeleceu a criação de um grupo de trabalho para debater a forma como as companhias aéreas lidam com essa questão sensível.

Em discussão sobre o caso, Débora Freitas e Fernando Andrade entrevistaram Leandro Petraglia, advogado especialista em Direito Animal, para elucidar as regras e leis destinadas a proteger os animais durante viagens aéreas. O advogado explicou que, devido à delegação da ANAC às companhias aéreas para estabelecerem suas próprias regras, não há uniformidade quanto aos tipos de animais permitidos a bordo, com algumas empresas aceitando apenas cães e gatos, enquanto outras permitem uma variedade maior de espécies. Além disso, ressaltou-se a necessidade de revisão das normas das companhias, que muitas vezes são consideradas desproporcionais e irrazoáveis.

O caso de Joca não é o primeiro incidente envolvendo o transporte aéreo de animais no Brasil, como evidenciado pelo desaparecimento da cachorra Pandora em dezembro de 2021 durante um voo da Gol. Leandro Petraglia destacou que a companhia aérea deveria ter adotado procedimentos adequados para minimizar os riscos à segurança e bem-estar dos animais.

Quanto às possíveis sanções à Gol pelo caso de Joca, o advogado mencionou a possibilidade de a companhia ser responsabilizada por indenizar a família e enfrentar repercussões criminais, enfatizando o papel da ANAC na fiscalização e regulamentação do transporte aéreo de animais.

Internacionalmente, países como Colômbia, México, Panamá e Estados Unidos já adotam regulamentações mais claras sobre o transporte de animais, aumentando a segurança e proteção desses seres durante as viagens.

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