Evelyn Guarnieri

Comemorando os quatro anos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) lançaram a campanha “CPF para quê?”. A iniciativa visa reforçar a conscientização sobre a proteção de dados pessoais, especialmente do CPF, que é frequentemente solicitado em diversas transações cotidianas.
O CPF (Cadastro de Pessoa Física) é um dos dados pessoais mais importantes para os brasileiros. Além de ser utilizado para identificar cidadãos em diversas situações, ele está diretamente ligado a informações financeiras e fiscais. No entanto, o uso indiscriminado desse documento pode trazer sérios riscos, como fraudes e roubo de identidade.
A campanha “CPF para quê?” destaca que o fornecimento desse dado deve ser feito com cautela e apenas em situações realmente necessárias. Muitas vezes, a solicitação do CPF é feita sem uma finalidade clara, como em farmácias ou supermercados, e a LGPD garante ao cidadão o direito de questionar o motivo de tal pedido.
Por que manter o CPF protegido?
O CPF é frequentemente utilizado para acessar informações financeiras, contrair empréstimos e até realizar compras online. Quando fornecido sem cuidado, ele pode cair nas mãos de pessoas mal-intencionadas que o utilizam para realizar fraudes, abrir contas falsas ou contrair dívidas em nome de terceiros.
A população deve sempre questionar a finalidade do pedido do CPF e avaliar se é realmente necessário compartilhar essa informação. A privacidade e a segurança das informações pessoais, especialmente o CPF, são direitos garantidos pela LGPD, e cada cidadão tem o poder de proteger seus dados contra o uso indevido.
Dicas para manter seu CPF seguro:
1. Questione a finalidade: Sempre pergunte por que estão solicitando seu CPF. Caso a finalidade não seja clara ou pareça desnecessária, você tem o direito de recusar.
2. Evite divulgar em redes sociais: Nunca compartilhe seu CPF em ambientes públicos ou redes sociais, onde ele pode ser facilmente acessado por terceiros.
3. Cuidado com e-mails e mensagens: Fraudes com o uso de CPF podem começar com phishing. Nunca forneça seus dados em respostas a e-mails ou mensagens suspeitas.
4. Mantenha seus dados atualizados: Se precisar fornecer o CPF, certifique-se de que as informações estão corretas e atualizadas para evitar problemas futuros.
Com a LGPD, cada vez mais as empresas e instituições são obrigadas a garantir a segurança dos dados pessoais que coletam, mas a responsabilidade de proteger o CPF também está nas mãos de cada cidadão. A campanha “CPF para quê?” visa justamente desenvolver essa cultura de privacidade e segurança.