Evelyn Guarnieri

De acordo com a BBC News Brasil, o envelhecimento da população brasileira, acompanhado de uma expectativa de vida cada vez maior, está alterando as dinâmicas sociais. Um exemplo são os “casamentos grisalhos” — uniões celebradas na terceira idade. Dados do IBGE mostram que, em 2022, mais de 74 mil matrimônios foram registrados entre pessoas com mais de 60 anos, um aumento expressivo desde 2018. Especialistas apontam que esse fenômeno reflete tanto mudanças culturais quanto avanços na saúde.
Ainda segundo o IBGE, homens com mais de 60 anos se casam mais do que as mulheres da mesma faixa etária. Essa diferença pode ser explicada por fatores culturais, onde, historicamente, os homens tendem a reconstruir suas vidas afetivas após a viuvez ou o divórcio, enquanto as mulheres muitas vezes priorizam a convivência com a família. Especialistas também destacam que as mulheres, especialmente após os 70 anos, podem valorizar mais sua liberdade e autonomia, optando por não se casar novamente.
Outro dado interessante refere-se aos casamentos homoafetivos entre idosos, que têm crescido na última década. No Brasil, os casamentos entre homens em que pelo menos um tem mais de 60 anos aumentaram de 157 registros em 2013 para 295 em 2022, um crescimento de quase 88%. Já entre as mulheres, o salto foi ainda maior, passando de 108 para 295 no mesmo período, mais do que dobrando.